sábado, 22 de dezembro de 2007

MONOGRAFIA SOBRE O RISCO NO SURF DE ONDAS GRANDES

21-12-2007 - José Oliveira terminou a licenciatura do curso de Desporto e Educação Física na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto com este trabalho final. José Oliveira, autor da referida monografia, acompanhado por uma prancha de ondas grandes. Foto: José Oliveira - Arquivo pessoal José Oliveira apresentou na passada terça-feira a monografia intitulada "O Risco no Surf - Importância do Risco para os Big-Riders no surf de ondas grandes". Este trabalho serviu para a conclusão da Licenciatura do curso de Desporto e Educação Física na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. O tema relacionado com o surf de ondas grandes está muito em voga actualmente. Basta recordar-nos das recentes sessões de Tow-In nas nossas praias que tiveram uma cobertura mediática assinalável. Já para não falar dos campeonatos de ondas grandes cada vez mais frequentes um pouco por todo o mundo e com prize-moneys avultados. Este estudo académico foi realizado no seguimento deste importante tema que, segundo José Oliveira, é o primeiro nesta área, pelo menos em Portugal. Este trabalho estará brevemente disponível para consulta na Biblioteca da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Aqui fica o resumo do trabalho disponibilizado pelo José de Oliveira para uma primeira leitura sobre esta temática. “Actualmente, vivemos numa sociedade considerada de risco. Sendo o desporto um espelho da sociedade na qual nos inserimos, este conceito encontra-se presente num conjunto de modalidades desportivas consideradas de risco, entre as quais o surf de ondas grandes. Nesta actividade extrema os perigos são reais e significativos, podendo o mais pequeno erro durante a sua prática acarretar graves consequências à integridade física do praticante, ou até mesmo a morte. No surf de ondas grandes, os Big-Riders lançam-se em ondas de enormes dimensões através da força da remada humana ou por reboque de um jet-ski (Tow-In), deslizando na parede da onda. De acordo com esta perspectiva, pretendeu-se determinar qual ou quais os objectivos a alcançar pelos Big-Riders, aquando da prática do surf neste tipo de ondas, bem como compreender o modo como o risco é vivido por estes surfistas. Para tal, procedeu-se à realização de uma descrição densa do surf, para obter uma noção mais clara desta prática e sua envolvência, bem como à aplicação de entrevistas semi-estruturadas a surfistas de ondas grandes. Depois de transcritas e tratadas, as entrevistas foram sujeitas a uma Análise de Conteúdo, de onde surgiram as seguintes categorias: Categoria A – Objectivos/Razões da prática (Sub-Categorias: A1: Sensações; A2: Superação); Categoria B – Perigo/Controlo; Categoria C – Risco: importância e representação na prática. Como principais conclusões, podemos dizer que os Big-Riders procuram, no surf de ondas grandes, experienciar várias sensações em simultâneo, com brevidade e muita intensidade no momento, havendo uma tentativa constante em voltar a sentir e viver melhores momentos. Quanto ao modo como estes praticantes vivem e interpretam o risco, verificou-se a presença de um sentimento onde medo e respeito se relacionam, concluindo-se que o Big-Rider não adopta uma postura inconsciente aquando do surf em ondas de enormes dimensões. Relativamente à importância do risco para o praticante, verificou-se uma valorização do risco por parte destes surfistas, assumindo-se este aspecto como uma “chama” para um futuro regresso do praticante à modalidade. Perante o exposto, este conceito parece ser compreendido pelos praticantes como algo inerente à modalidade, benéfico e positivo.” Fonte- surftotal.com Em breve estará o trabalho disponivel na secção surf ciência no site da surftotal

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Espírito natalício

A ideia inicial era vestir um fato de pai natal completo mas como nos chineses estava esgotado tive que me contentar com um gorro. Mas o que importa é o espírito. temos fotografo...Hugo e eu no fundo Filipe da Madeira que tambem entrou no espírito Que venham mais prendinhas... Boas ondas e boas festas

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O roque e a amiga

Pedro Azevedo e João Salvador Sempre juntinhos... O puto tem garra E o amigo não lhe fica nada atrás

Já lá vão três anos...

Boat trip no meu quintal 17 de Dezembro de 2004, 17:30. Falta uma semana para o natal e estou no meio de toda a azáfama normal da época com pessoas a entrarem e a saírem da loja(o que é muito bom por negocio), e eu a desejar que esta quadra acabe porque tenho uma pequena surf trip marcada. Como é obvio, a minha massa cinzenta não consegue raciocinar direito, ainda por cima com o swell de norte e o anticiclone mesmo por cima de nós, estavam condições mais que perfeitas para dar altas ondas. È no auge do momento em que estou a sonhar com longas e perfeitas ondas que entra na loja o meu amigo e companheiro de surf , Les, um Escocês de 54 anos com a pica de um puto de 16. Assusto-me porque vem todo arregalado com a notícia de que tinha conhecido um Alemão chamado Robin, dono de um catamarã e que estava disposto a levar-nos á onda rainha do nosso quintal. Nesse momento , as minhas pernas começam a tremer o coração dispara e o nervosismo característico começa a crescer . A partir daí já nada importa a não ser preparar tudo para nos lançarmos ao mar nesta aventura. 23:30 – já em cima do cais, embarcam no catamarã “Simile” o Les, o Madeira, o capitão Robin e eu, ainda sem acreditar que tudo aquilo está mesmo a acontecer, lá soltamos as amarras e lá fomos mar adentro. O céu tinha tantas estrelas que mais parecia uma noite de verão e uma leve brisa de sul faz com que o Símile navegue a uma velocidade razoável. Passadas cinco horas de viagem temos que ligar os motores porque simplesmente o vento apaga-se , coisa que não nos preocupa, pois todos os elementos estão a unir-se a nosso favor. E assim vamos por mais quatro horas a sentir o swell, e a cada onda que passa pelo barco o frenesim aumenta pois sabemos que as linhas iam precisamente para o lugar que íamos . De repente, na maior das harmonias o sol descobre-se por detrás do horizonte e voilá, ondas de 1,5 a 2 metros longas e com um glass como eu nunca tinha visto. E como num filme de uma qualquer grande marca da industria do surf , já estamos de fato vestido e prancha debaixo do braço na proa do Símile, com o capitão Robin a dar a ordem para saltarmos. Nesse momento, fecho os olhos e agradeço por viver no sitio que vivo e de ter a oportunidade de fazer uma verdadeira boat trip no meu próprio quintal.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ribeirinha big Surf

Infelizmente não há qualquer registo da surfada de sábado, mas que vai ficar na mente de quem lá esteve lá isso vai. Tudo apontava para um dia surf normal, ondulação pequena e a previsão do vento era para ficar fraco durante o dia todo. Após acordar o pessoal todo e de fazer a recolha tipo camioneta da carreira lá fomos para a ribeirinha onde se apresentava com condições não muito espectaculares mas surfavél ,ainda na altura o vento não tinha acalmado e soprava uma ligeira brisa de norte,o que fazia com que a onda não estivesse totalmente perfeita, mas ainda assim rolavam umas ondas bem simpáticas. Os sets entravam com regularidade e com uma altura máxima de 1.5m e quem lá estava foi se habituando e se chegando cada vez mais para o pico,drop atrás de drop e com os habituais malhos pelo caminho lá fizemos uma matinal sem espinhas ...mas nada nos fazia esperar o que estava para vir. Após almoçar um belo arroz de marisco que o meu amigo Hugo tinha feito na noite anterior e de negociar uma segunda entrada no mar com a minha querida cara metade. lá nos fizemos outra vez á Ribeirinha mas sempre pensando que com a maré cheia as ondas iam ficar mais fracas, e assim foi até entramos no mar. O vento tinha se evaporado e as ondas começavam muito perto das rochas. já com o pessoal todo dentro de água e após algumas peripécias para lá chegar(nota: os carros não andam a água ...)fomos apanhando umas ondas. Para nosso espanto não é que o mar começa crescer e cada vez entrava mais sets a quebrar mais fora, na primeira secção da onda quebra uma tubo que só visto. por fim já estava tudo aos tremelicos pois era tal a intensidade da adrenalina a cada onda que se apanhava,os sets entrava com consistencia e era tal a magnitude das ondas que já não sabíamos se queríamos estar em terra firme ou tentar puxar a corda um pouco mais. A verdade é que as pernas tremiam e não eram de frio e a cada onda apanhada só se ouvia berros de alegria e enquanto uns dropava as maiores ondas da sua vida outros quebravam barreiras mentais e atiravam-se como doidos na secção mais cavada, pregando malhos de fazer arrepiar os cabelos dos que viam tal espectáculo. Não sei dizer o tamanho real das ondas mas o que importa é que juntos e puxando uns pelos outros fomos batendo barreiras aos poucos e o que vai ficar no nosso imaginário é que as ondas estavam realmente grandes e desafiadoras. Ontem não dormi nada e hoje ainda só penso naquelas paredes de água e tenho a certeza que não sou o único. Agora só nos resta esperar pela próxima ondulação e que continuemos a evoluir e puxar uns pelos outros.